Guilherme Bacciotti

3 perguntas para Guilherme Bacciotti, criador do Imigrantes

Essa semana quem passa aqui respondendo minhas 3 perguntas é Guilherme Bacciotti, criador do Imigrantes que está em financiamento coletivo e será lançado pela Precisamente Jogos.

Confira as respostas deles e descubra mais sobre esse designer de jogos!

Por que jogar?

Eu gosto bastante da ideia do historiador Johan Huizinga, que em seu livro Homo Ludens, coloca o ato de “jogar” como uma das principais bases da civilização.

Uma ideia de que quase toda estrutura da sociedade humana – a linguagem, as leis, os conceitos econômicos, etc. – são constituídas à partir do aceite social de regras que acabam criando uma espécie de mundo paralelo, reconhecido somente por nós, humanos.

Só conseguimos construir e viver nesse mundo porque topamos jogar com essas regras criadas por nós mesmos. Portanto, jogar é inevitável, enquanto ser humano.

Mas tentando sair da piração filosófica, o porquê de jogar boardgames modernos aí já é uma outra história.

Aqui é pelo puro prazer mesmo. Uma mistura do prazer quase que infantil do brincar (dá até pra fazer a analogia com o verbo em inglês “to play” que significa tanto jogar, quanto brincar) com o prazer social de estar junto com outras pessoas, de compartilhar o momento.

O ser humano é um ser social, e talvez seja esse o meu porquê de jogar.

Por que criar jogos?

Desde criança eu sempre gostei de criar universos próprios. Sejam mundos imaginários ou paralelos para meus brinquedos (de bonequinhos a jogos de futebol de botão) a regras específicas para corridas de tampinha.

 É natural que com o tempo isso fosse ganhando cada vez mais forma – mundos de RPG na pré-adolescência, rascunhos de videogames na adolescência, ideias de roteiros na vida adulta…

 Mas foi nos jogos de tabuleiro que encontrei a possibilidade de construir de fato os tais universos com começo, meio e fim.

Um jogo especial para você e porquê

Essa é a pergunta mais difícil! Mas como já exagerei nas respostas gigantes vou seguir chutando o balde e citar bem mais de um.

Jogo de tabuleiro Heroquest

Hero Quest, porque foi o jogo que me inspirou a criar jogos na infância (mesmo que eu nem lembrasse disso quando comecei a desenvolver jogos de verdade); Xadrez, porque está aí há séculos e ainda é o ápice estratégico em um jogo; e dos modernos, Through the Ages: A Story of Civilization, porque é o jogo que eu gostaria de ter feito (como o Vlaada juntou tanta ideia boa num jogo só?) e Orléans, porque é o boardgame mais prazeroso de jogar que eu me lembro (embora eu sempre perca…). 

Daria pra dar muitas menções honrosas aqui (Puerto Rico, Agricola, Arkham Horror, etc.) mas guardarei apenas para os 2 jogos que tive o prazer de desenvolver: Imigrantes e Marvel Battlegrounds (esse, em parceira com Thiago Castro). 

SIGA meu Instagram e conheça o melhor sobre os jogos de tabuleiro!

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s