Felipe Galery

3 perguntas para Felipe Galery, criador do Marãná

Felipe Galery

Essa semana quem responde minhas 3 perguntas é um autor de jogos brazuca, o Felipe Galery que nasceu e cresceu em Belo Horizonte e é bacharel em composição, pela faculdade de Música da UFMG.

Sua paixão pelo mundo dos jogos começou cedo, com o Super Nintendo de sua irmã mais velha, cartas de baralho e o Pokémon TCG.

O amor continuou na vida adulta e o ajudou a escolher sua carreira, que passou pela produção de trilha sonora para jogos digitais e hoje trabalha como autor de jogos e codiretor-fundador da editora Galbs Games.

Por que jogar?

Essa pergunta é, de tão simples, difícil de responder.

Jogos são uma forma de arte, como pinturas, música e dança.

Um jogo permite uma imersão em um mundo que não é seu, mas que te convida a viver uma vida inteira naquelas horas ou até minutos. Um universo com suas próprias regras, possibilidades e desafios.

Jogar é viver, mas num lugar diferente, é olhar por outros olhos, conhecer novas ideias e trabalhar seu pensamento de uma nova perspectiva.

Mas não só isso, jogar também é se divertir, juntar pessoas queridas e ter momentos leves de lazer e descontração.

Jogar não é uma coisa só, por isso o motivo para jogar não há de ser único, mas é na pluralidade das possibilidades que me apaixonei e me apaixono mais a cada dia por esse multiverso encantador dos jogos.

Os motivos são vários, pessoais e também coletivos, por isso, convido que todos se joguem e descubram, por si mesmos, seus motivos de jogar.

Por que criar jogos?

Há pelo menos duas respostas para essa pergunta, e a primeira, pessoal, é que esta é uma forma de me expressar, como artista.

Colocar na forma de um jogo, meus pensamentos, ideais, paixões e crenças me faz sentir mais completo e contente. Como escrever uma música nova, uma poesia ou um desenho.

A segunda resposta é coletiva, pois, de forma geral, quero passar algo adiante com meus jogos.

E é esse o principal motivo de termos criado uma editora própria, ao invés de buscar outras para publicarmos nossos jogos.

Com uma editora independente, posso expressar aquilo que quero, como quero e para quem quero.

Posso mandar minhas mensagens, usando minhas palavras e minha grafia, ainda que a interpretação de cada arte, por cada pessoa, possa ser única e individual.

Um jogo especial para você e porquê

Baralho

Talvez seja uma resposta inesperada, e provavelmente estou trapaceando, mas tenho um apreço especial ao baralho tradicional.

Eu sei, não é apenas um jogo, mas é muito difícil apontar apenas um (apesar de que, nesse momento, a mão coça para não dizer que é o Marãná).

Por isso, escolhi esse conjunto de jogos incrível, compacto, diverso e adaptável que é o baralho. Aquele mesmo, surrado, sem sleeves, inserts nem ziplocks, só mesmo uma caixinha de papelão meio rasgada e muitas histórias pra contar.

Desde criança joguei bastante baralho com minha irmã e primos.

Conhecíamos dezenas de jogos diferentes e passávamos horas a fio jogando, nas férias.

Foi também uma das minhas primeiras experiências em game design: ainda criança, fiz um jogo novo de baralho, num tom de brincadeira e descoberta, que eu tento manter até hoje, ao lado das técnicas e profissionalismo que adquiri nesse tempo.

Um Instagram cheio de novidades e conteúdo sobre jogos, vai lá me conhecer!

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