Ricardo Amaral

3 perguntas para Ricardo Amaral, criador do Luna Maris

Quem passa por aqui hoje é o criador do Luna Maris!

Ricardo Amaral é licenciado em Física, mestre em Ensino das Ciências, doutor em Educação Tecnológica e ainda arruma tempo para criar jogos como o excelente Luna Maris lançado pela MeepleBR.
Além disso ele é pesquisador sobre RPG Pedagógico e jogos na educação e autor do livro RPG na Escola: aventuras Pedagógicas e organizador do site www.rpgnaescola.com.br

Então vem conhecer um pouco do perfil e do trabalho do Ricardo!

Ricardo por que jogar?

O jogo é uma oportunidade de vencer desafios em ambiente controlado. Você pode aventurar-se nos mais diferentes cenários com a certeza de que voltará incólume para o mundo real.

Também ocorre a competição entre os participantes (na maioria dos jogos, deixando de lado os cooperativos), algo que está entranhado no DNA do ser humano desde a antiguidade, quando somente os mais fortes ou astutos sobreviviam.

Somos competitivos por natureza, e podemos extravasar essa herança genética através dos jogos de tabuleiro.  

Como escreveu Huizinga em sua obra “homo ludens”, o jogo permite uma fuga da vida comum que acontece em tempos e espaços próprios.

Os jogadores, ao iniciarem uma partida de qualquer jogo, adentram num círculo mágico onde não mais importa o que acontece lá fora. Problemas, afazeres, a rotina do cotidiano ficam de fora desse círculo temporário e imaginário e apenas o que acontece sobre a mesa, dentro do universo do jogo, é o que importa.

Jogar é viver uma experiência! Os jogos nos transmitem uma experiência de medo, de urgência, de paranóia, de excelência, de cooperação em prol de algo maior, de sobrevivência!

E quanto mais fortes forem os sentimentos despertados pelos jogos, mais atraídos nós somos à vivenciá-los.

Até mesmo os jogos abstratos, aqueles que não se desenvolvem em cima de tema algum, podem despertar em nós a experiência de conseguir superar o desafio do jogo a partir do desenvolvimento das mais diversas táticas e estratégias.

Finalmente, jogar é aprender! Novas técnicas, novos usos de mecânicas consagradas, novas temáticas. E isso provoca grandes descargas dos hormônios que nos causam prazer e satisfação, pois o ser humano gosta de aprender coisas novas, sempre!

E quando essas coisas vêm revestidas de ludicidade, amplia ainda mais a vontade de sentar à mesa e manusear todo um colorido de cubos, dados, miniaturas e cartas, buscando decifrar a matemática por trás do jogo.

Por que criar jogos?

Algumas pessoas sentem-se suficientes bem em apenas jogar jogos de tabuleiro. Outras, ampliam esse prazer para a criação de jogos.

Criar um jogo representa criar um ambiente lúdico que prioritariamente favorece os jogadores a viverem uma experiência.

Já dizia Schell, autor do livro “A arte do Game Design” que o game designer cria uma experiência ao desenvolver um jogo. E isso é a chave de tudo! Que tipo de experiências você quer que o jogador tenha ao jogar o seu jogo? Todo game designer deve, primeiro, se fazer essa pergunta.

Uma vez que você deseja possibilitar uma experiência única, é sempre um deleite para o game designer ver outras pessoas jogando o seu jogo. É o ápice do movimento criativo.

Foi para aquele momento que todo o trabalho de anos foi dispensado. E receber o feedback dos jogadores é tão importante quanto. Pois será através dessas respostas que você saberá se conseguiu passar ao jogo, a experiência que imaginou.

Além disso, pelo menos para mim, as etapas de criação são tão prazerosas quanto você ter o seu jogo publicado.

Pois a cada rodada de testes, a cada ajuste mecânico ou matemático, você fica imaginando como aquele tema, aquela mecânica, aquelas ações vão impactar os jogadores durante a partida. Nesse sentido, quem cria jogos sente o mesmo prazer em criá-los, moldá-los, testá-los, de quando está numa mesa com os amigos jogando um outro jogo qualquer que lhe tenha dado prazer.

Um jogo especial para você e porquê

Eu tenho vários jogos que são especiais pra mim.

Geralmente são aqueles jogos que brilham na mesa devido a um ajuste mecânico ou temático tão simples que você se pensa como ninguém havia feito isso ainda.

Um jogo especial pra mim é o Root (Meeple BR). Acho o jogo fantástico pela temática e mecânica tão simples. E como o autor conseguiu um casamento perfeito entre ambas!

Tudo faz sentido no jogo. Para cada uma das facções, as mecânicas escolhidas, por mais diferentes que sejam uma das outras, se comunicam bem no jogo e faz com que a experiência à mesa seja única.

Para cada facção diferente que você jogar, os objetivos são diferentes, as mecânicas são diferentes, e tudo casa com maestria no jogo! Seria o jogo que eu gostaria de ter desenvolvido. Mas cheguei tarde pra festa e agora só posso curti-lo na mesa enquanto jogador.

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